
Estou cansado de andar.
Igual entre iguais.
Por ruas,
por passeios
e bares.
Ouço-os a rir e falar
sem nada entrever...
no som dos seus lábios.
Uma algaraviada
cerrada...
não me diz nada!
Têm brilho nos olhos,
sorriso nos rostos..
a mesma alma
e o fogo
que me faz sorrir
e chorar...
Resmas de livros
recheados e ricos
enchem as estantes,
em livrarias de sonho.
Seduzem-me os olhos,
com fome de ler...
São as mesmas as letras!
Viram-me as costas
não me conhecem...
e nada me dizem.
Há núvens no céu
o mesmo sol
que conheço.
Ilumina e aquece.
Bandos de pombas,
de irrequietos pardais.
Corvos reais
cruzam os ares,
arrulham e grasnam,
os mesmos bailados,
iguais aos demais.
Até os ramos das árvores
me saúdam
com vénias,
e regam de sombra
como os que conheço
além...
A mansidão deste rio
dá abraços de pontes
e passeio às gentes
que vão
e que vêm.
Só esta barreira,
duma língua infernal
me impede que entenda
esta gente
em tudo igual...
Berlim, em Dezembro
2 comentários:
Na vida tudo se ultrapassa,basta querermos.....mesmo a barreira da lingua!!!!!
Um Santo Natal!!!!!!
Peace
Amigooooooooooooo!
Faz tempo que não aparecia, mas hoje tive que deixar tudo e vir até cá! Vimn trazer-te todo o meu carinho e amor envoltos em paz!
Desejo-te um Natal maravilhoso junto de todos os teus familiares e amigos!!!
Beijinhos!!!
Olha que bem...tu não os entendes...mas em compensação eles também não ahahahaha!!! Força pa ti!!!!
Enviar um comentário