quarta-feira, janeiro 09, 2008

Pela manhã...





Fito ao longe
este mar imenso.
Fico a ouvir
seu silêncio verde.

Não adejam cisnes
nem sequer gaivotas.
Apenas voam sonhos
sobre este mar dormente.

Chegam-me revoltas ondas
em serenas vagas,
longas,
como labaredas rubras
dum forno aceso.

Aqui, na praia erma,
tudo é deserto e nu.
Só há cactos secos,
sem flores ao vento.

Não se vêm conchas...
nem sequer os beijinhos
que o verão deixou.

Fico a olhar ao longe
uma vez e...mais,
a ver se o sonho esquece...

Só me cheira a sal
em tão lindas rendas,
tão lindas rendas...
que só o vento tece.

Paredão da Caparica, Dezembro2007

2 comentários:

Teresa Calcao disse...

Ola,
Como me imaginei neste teu poema.....eu tambem vejo o "Meu Mar" pela manha,o paraiso de tantos sonhos meus....
Um beijo de gratidao,

fotógrafa disse...

O poeta é por assim dizer,
A palavra...o poema,
O poeta é fala aberta(des)concreta...
No voar das palavras que são dadas...
Por encanto...
O poeta canta e louva...
O poeta canta a dor...
O amor...O amor...
O poeta é sonhador!!!
(Fotg.)

Por aqui passei, e gostei muito...
obrigada pela passagem pelo meu sitio
Um abraço