Fito ao longe
este mar imenso.
Fico a ouvir
seu silêncio verde.
Não adejam cisnes
nem sequer gaivotas.
Apenas voam sonhos
sobre este mar dormente.
Chegam-me revoltas ondas
em serenas vagas,
longas,
como labaredas rubras
dum forno aceso.
Aqui, na praia erma,
tudo é deserto e nu.
Só há cactos secos,
sem flores ao vento.
Não se vêm conchas...
nem sequer os beijinhos
que o verão deixou.
Fico a olhar ao longe
uma vez e...mais,
a ver se o sonho esquece...
Só me cheira a sal
em tão lindas rendas,
tão lindas rendas...
que só o vento tece.
Paredão da Caparica, Dezembro2007
2 comentários:
Ola,
Como me imaginei neste teu poema.....eu tambem vejo o "Meu Mar" pela manha,o paraiso de tantos sonhos meus....
Um beijo de gratidao,
O poeta é por assim dizer,
A palavra...o poema,
O poeta é fala aberta(des)concreta...
No voar das palavras que são dadas...
Por encanto...
O poeta canta e louva...
O poeta canta a dor...
O amor...O amor...
O poeta é sonhador!!!
(Fotg.)
Por aqui passei, e gostei muito...
obrigada pela passagem pelo meu sitio
Um abraço
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