quarta-feira, março 26, 2008

Na manhã seguinte...




Ruas lamacentas,
depois da noite negra,
de trovoada.

A terra é baixa,
junto ao rio.
Ambos mandam,
de sua vez.

Tudo é triste.
Tudo é cinzento.
Tudo é lama.

Foi-se a água.
Fugiu a vida.
Tudo parou.

A gente é a mesma.
Caminha lenta,
seguindo os olhos
que vão no chão.

Falta o azul
dum céu com sol...


Algés, 18 de Fevereiro de 2008
12h e 45m
Joaquim Luís Mendes Gomes

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