A lua brilhou no alto, toda a noite,
Inesperadamente,
como uma princesa rutilante e esplendorosa.
Num céu infindo,
Onde pairava apenas uma neblina branca e leve ,
Descrevendo cenas e figuras,
Tão belas e graciosas,
Pareciam de encomenda
Ou da mão habilidosa dum grande amante…
Que a coroava de rainha
No seu trono de beleza.
Vi.a a bailar incessante,
Com um vestido longo e bem armado,
Em lácteo fogo, prateado.
Refulgente.
Ví-a sorrir tão contente,
Jubilosa e graciosa,
Como a noiva que está à espera a hora
Do seu príncipe encantado;
Desde sempre.
Vi-a ardente, muito solene e confiante,
A orar ao Criador.
E vi-a chorar,
De olhar triste,
Fitando nossa terra azul,
Que ela ama e serve
Como dama de honor,
Desde sempre.
Tão dedicada …e tão fiel.
Nunca teve outro amante!…
Por ver o temporal e a tormenta atroz
Que a cobre e a devora,
Nesta hora…
Tanta guerra fratricida…sangyuinária…
Por ninharias…
Éo dinheiro vil e o petróleo negro …
Como se a Terra inteira
Fosse só deles!...
Não da humanidade inteira
Que nela habita…
Por vontade do Criador.
Ouvindo Hélène Grimaud em Concerto +ara piano nº XXI de Beethoven
6h47m
Joaquim Luís M. Mendes Gomes
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