sexta-feira, janeiro 25, 2013


A lua brilhou no alto, toda a noite,

Inesperadamente,

como uma princesa rutilante e esplendorosa.

Num céu infindo,

Onde pairava apenas uma neblina branca e leve ,

Descrevendo cenas e figuras, 

Tão belas e graciosas,

Pareciam de encomenda

Ou da mão habilidosa dum grande amante…

Que a coroava de rainha

No seu trono de beleza.

 

Vi.a a bailar incessante,

Com um vestido longo e bem armado,  

Em lácteo fogo, prateado.

Refulgente.

 Ví-a sorrir tão contente,

Jubilosa e graciosa,

Como a noiva que está à espera a hora

Do seu príncipe encantado;

Desde sempre.

Vi-a ardente, muito solene e confiante,

A orar ao Criador.

E vi-a chorar,

De olhar triste,

Fitando nossa terra azul,

Que ela ama e serve

Como dama de honor,

Desde sempre.

Tão dedicada …e tão fiel.

Nunca teve outro amante!…

 

Por ver o temporal e a tormenta atroz

Que a cobre e a devora,

Nesta hora…

Tanta guerra fratricida…sangyuinária…

Por ninharias…

Éo dinheiro vil  e o petróleo negro …

Como se a Terra inteira

Fosse só deles!...

Não da humanidade inteira

Que nela habita…

Por vontade do Criador.

 

Ouvindo Hélène Grimaud em Concerto +ara piano nº XXI de Beethoven

 

6h47m

Joaquim Luís M. Mendes Gomes

 

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