segunda-feira, dezembro 11, 2006

manhã em Berlim

Por entre ramos nus,
beija-me o sol,
luminoso e meigo.
O ar é fresco e brando.
Roncam, roncam, na frente,
ocultos, em correria louca,
bandos de carros roucos.

Duas damas escuras,
oriundas de ignotas gentes,
sem me darem conta,
tomam minha mesa,
um café quente,
um croissant,
linguarejam sons,
só elas entendem...

Aqui, não sou mais que
um grão de areia,
uma singela folha seca...


Berlim, 11 de Dezembro de 2006

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