Nos corredores,
há bancos corridos
e gente calada
que espera.
Passam ligeiras
batas e caras
de processos
em branco.
Há portas fechadas
que guardam segredos,
de sonhos, temores,
pesadelos às vezes.
Caladas,
passam as horas.
Nos rostos,
apaga-se a esperança,
cresce a saudade
das forças d'outrora.
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