quarta-feira, dezembro 20, 2006

NO HOSPITAL





Nos corredores,
há bancos corridos
e gente calada
que espera.

Passam ligeiras
batas e caras
de processos
em branco.


Há portas fechadas
que guardam segredos,
de sonhos, temores,
pesadelos às vezes.

Caladas,
passam as horas.
Nos rostos,
apaga-se a esperança,
cresce a saudade
das forças d'outrora.

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