terça-feira, fevereiro 26, 2008

À beira do mar!...



Sobre aquela
densa manta cinza,
dança lenta,
uma traineira benta.

Se eleva e desce,
afunda ,
em esconde-esconde,
muito calada.

Somando horas,
se volta e roda,
de proa hirta.

Uns vultos negros,
lhe vão no dorso,
de braços tesos,
de esperança acesos,
e olhos vivos,
puxam as redes
e o bendito pão
que vem lá
do fundo...

Entretanto,
bravios vultos
de corpos esguios,
adejam pranchas,
enrolando ondas,
como se fossem tendas.

Sobre as rochas,
invadindo o mar,
vieram de longe,
- tamanho vício!...
canas em punho,
camisa ao vento,
esquecem as horas,
içando as linhas,
onde mordeu o isco...



Paredão da Caparica
Fevereiro 2008

2 comentários:

Teresa Calcao disse...

"A beira do mar"....e tranquilo,nostalgico,reconfortante,emocionante,e deslumbrante!!!!!!
Abraco terno,

Joaquim Luís Monteiro Mendes Gomes disse...

Fico contente.
Obrigado
J