quarta-feira, junho 27, 2007

Catedral de Berlim

Foi assim!
Às onze da manhã,
dum Sábado,
subi as escadas,
frente às portas
da Catedral de Berlim.

Badaladas grossas,
carregadas de harmonia,
caíam compassadas
das torres,
altas,
sumptuosas.

Tanta imponência!...

Um cavalheiro,
engravatado,
carregado de reverência,
surda e cega,
barrava a entrada,
estreita,
por onde,
gota a gota,
se passava
para um átrio,
cego e mudo.

À esquerda,
bilheteiras,
atrás de grades,
mercantis,
vendiam
por doze marcos,
cada entrada,
p'ró concerto de órgão
das dezoito horas!...

Quis entrar na catedral.
Tudo fechado,
a sete chaves!...

Não era a hora
de orar!...

Desci as escadas,
a pensar
na entrada,
franca e larga,
a qualquer hora,
nas igrejas de Portugal!...



3 comentários:

Elsa Sequeira disse...

Olá Amigo!!!

Gosto de passear pelas tuas sempre ousadas e actuais palavras! Ò poeta!!!


beijinhos!

Anónimo disse...

Visite

www.paredesdecoura.blogs.sapo.pt

Elsa Sequeira disse...

Amigo!!
O teu primeiro comentário foi no post... Quem me chama... vai lá verificar, está lá!!!
Eu lá ia fazer voar os teus coments????


beijinhos no teu coração!