quarta-feira, junho 20, 2007

O Hipermercado




Surgiu Dinossauro!
Nascido e criado,
ao cabo dos tempos,
ao lado da urbe,
pejada de gente.

Vive da fome
que a gente sente
ou não sente...
sem ficar saciado.

É feira da ladra!
com muitas janelas,
portas abertas
e tudo à mostra,
na montra e no chão!...

Onde pára o dono?..
Onde pára o ladrão?...

Todos os dias.
Todas as horas,
dia santo ou feriado,
são dia de festa.
Quem é que não gosta!?...

Vende de tudo.
Seco ou molhado,
ao preço da chuva!...
Pronto a servir,
pronto a levar,
bem aviado.

Na mala do carro,
ou serviço à porta!...


Como sereia,
bico calado,
enche e regala
de fome e de sede,
os olhos de quem
vai em viagem,
para o mar ou deserto
e não sabe se volta!...

Dum momento para o outro
ditaram a morte,
ao pequeno mercado,
da rua e da esquina,
no lugar ou no bairro,
com rosto de gente,
sorriso nos lábios,
a pronto ou fiado,
à beira da porta!...

Voltas da vida,
da vida moderna...
Uma coisa é certa:

Ninguém sabe quando,
esses gigantes reais,
de cabecinha pequena,
como dinossauros,
se irão,
pareciam imortais!...

Sem comentários: