domingo, junho 10, 2007
Comboio de Cascais
O comboio amarelo de Cascais
não é como os demais. Não é!
Vai do Cais do Sodré,
de braço dado,
com o rio ao lado,
até Cascais.
Reza a lenda
que o Tejo,
perdido
à procura do mar,
mal chegou,
cansado,
ao Cais do Sodré,
se quedou pasmado,
a admirar Lisboa,
ali ao pé.
Não avançou.
Alargou...
Até Cacilhas, ao Seixal,
Barreiro e ao Montijo.
Foi beijar a Moita,
distante.
Alagou,
fez-se mar...
E,ufano,
pôs-se a olhar Lisboa.
Olhou...olhou...
e esqueceu o mar!
Viu o Castelo,
verde, à proa.
Viu luzir Alfama
e fumegar a Madragoa.
Viu a Estrela a rezar.
Viu Lisboa...
tão bonita!...
Vieram gaivotas,
caravelas e canoas.
Vestiu-se
de ondas verdes e brancas.
E começou a cantar
Fado e loa
de fazer chorar
Lisboa.
Às terras secas de Espanha
jurou não querer voltar.
O seu fado foi Lisboa:
o Castelo, Alfama,
Estrela e Madragoa
e que mais!...
Com ela quis casar,
depois de ir ver o mar,
no comboio amarelo
de Cascais...
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