Na lareira,
defumada,
fria,
daquela casa,
não arde o lume.
É um cigarro,
findo,
que se apagou.
Pra onde foi o fogo
que nela ardia?...
Que foi que o matou?...
Na lareira seca,
daquela casa,
fria,
já não arde
o fogo
que lá ardia...
Há só inverno
e a lava branca,
de cinza morta.
Só lenha negra,
sem chama acesa.
Porque morreu
aquele fogo
que tanto ardia?...
Ao redor da lareira quente
daquela casa,
toda a casa ardia.
Nunca havia inverno,
Era sempre primavera!...
todo o ano,
dia e noite!...
Que tristeza!...
Porque se apagou
a lareira
daquela casa?...
segunda-feira, abril 23, 2007
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