Sentado no chão,
as pernas em arco,
um martelinho na mão,
chapéu na cabeça,
o artista ancião,
brinca, menino,
com pedrinhas do mar.
Das pedrinhas da praia,
na encosta da terra,
faz flores sem perfume,
entre o mar e a serra.
Ao seu lado,
um jovem pacato,
atleta de corpo,
alma de artista,
parte em bocados,
as sementes das ondas
que a mão do avô
vai tecendo em flores,
no chão do jardim,
virado p'ró mar.
sábado, abril 21, 2007
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