sábado, abril 07, 2007

Os Pobrezinhos...

Todos os sábados,
aí vinham eles,
em lufadas,
tão sujos,
esfarrapados.
em bandos negros,
tresmalhados,
costeira fora,
até lá cima,
de Pedra Maria.

Cabelo e barba
a crescer,
em desalinho,
ao deus dará.

Agarrados
a um cajado,
tosco,
saca às costas,
em serapilheira,
remendada,
vazia
do que não há.

Pão, batatas,
feijões,
ou coisa assim...
para o dia-a-dia
da semana toda
que ali nascia.

Um chapéu,
uma boina,
ou um boné,
na mão.

Tão surrados,
- nem a cor se via -

sempre prontos
a estender
a quem passasse,
ali ao pé.

- um tostãozinho!
- dois vinténs!
- uma codinha de pão!

- O Senhor lhe pague!

- Seja pelas alminhas todas
de quem lá tem.

Era o obrigado,
em plangente,
p´rás mãos caridosas

- que as havia sempre!...

- Não pode ser!...
- fica p'ra depois!...

Também os havia...
era a maioria.

- Nosso Senhor lhe pague!
Seja pelas alminhas todas...
de quem lá tem!

1 comentário:

Elsa Sequeira disse...

Olá Amigo!!!

Sempre atento, e com um coração enorme a tansbordar de amor!!!

Muita força!
beijinhos!
:9