Assim como
a pedra,
lançada à toa,
parte a vidraça
ao vizinho
que passa...
e a palavra
mal dita
que voa,
leva consigo
o mal da desgraça...
e a água da fonte,
sózinha,
no monte,
mata a sede
da gente,
sem nome
e não cobra vintém...
e a chuva
que cai
abundante,
rega de verde
a secura da terra
e enlameia o caminho
ao mendigo
que vai...
e o rio,
mal nasce,
no alto da serra,
corre
a galope,
só pára deitado,
no leito da terra...
e o vento zangado,
- porquê?
... sabe-se lá...
com as ondas do mar,
espalha a desgraça
ao deus dará...
e a lava,
gelada de morte,
do dormente vulcão,
nunca avisa
a sorte
do dia
ou da hora...
assim a criança,
que nasce
em ternura,
em berço de oiro
ou de linho,
...Santo ou diabo,
...Hitler ou Estaline
...Fidel ou Gandi...
...Mandela
ou Madre Teresa
de Calcutá...
quem é que garante,
anão ou gigante,
o que será?...
domingo, abril 15, 2007
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