Borboleta,
de asas belas,
pintadas de mil cores,
no céu imenso
a navegar,
Não queiras chegar ao sol.
Olha a lua,
o arco-íris!
Quiseram ir
para lá das nuvens...
perderam o seu voar.
Borboleta
de asas pretas,
com vergonha de voar.
Vem alegrar o meu jardim.
Como choram as flores,
sem a graça de voar...
Borboleta triste,
de asas negras,
pelo veludo que Deus te deu.
Que seria das estrelas,
se não fosse
a escuridão do céu...
Não chores triste,
borboleta,
por não mais,
saberes cantar.
Olha o inverno da cigarra
e o verão,
inteiro,
a cantar...
És mesmo bela,
borboleta,
qualquer que seja
a tua cor.
Tens o silêncio d'oiro
do pensamento...
Voas livre,
como o vento,
tens a graça
de uma flor.
Voa alegre,
borboleta,
qualquer que seja
a tua cor,
não deixes nunca de voar.
Só tu me beijas
a dormir
quando a vida
se me apagar...