segunda-feira, maio 14, 2007

Sorte Malvada ...



Assim como o sol nasce,
cada manhã,
Inverno ou Verão.

Assim como o raio
desce e rasga o céu
em noite negra de trovoada.

Assim como o leão da selva
não poupa a cria tenra,
desamparada.

Assim como o rio largo
não perdoa nunca
à barragem
que lhe tolhe a liberdade.

Assim como o fogo cego
queima a mão terna
que lhe soprou a chama.

Assim como o mar de paz
se zanga irado,
se o vento
lhe rouba a calma.

Assim como a neve eterna
sepulta a serra
que ousou tocar nos céus,

Assim, ruge
a terrível sorte
daquele dragão
de morte
que com desdém,
sem perdão,
rouba a vida,
em qualquer parte,

ao pobre,
ao rico,
ao velho,
ao novo...
Não olha a quem!

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