domingo, maio 20, 2007

O Avião




Não nasceste
com o mundo
que te vê voar,
ó ave irrequieta,
que avanças,
sem bater as asas,
sobre a terra,
sobre os mares.

Gosto de te ver
subir
ao silêncio das alturas,
para lá das nuvens,

Com vidas,
às centenas,
no teu seio!...

Como és belo,
braços abertos,
sempre afoito
e decidido,
sempre recto,
resoluto,
tão senhor do ofício
por que corres!...

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