No sítio certo,
onde meus pais
acenderam um sonho,
Jaz arrasado
o chão
e as pedras,
mortas em fragmentos...
Um colosso inerte,
todo em cimento
nele ergueu
o meu irmão...
Onde, as videiras esguias
que eu vi crescer,
meninas,
desde garfos,
que o avô José
alinhou à volta,
foram latada
e jorraram vinho?...
Onde a figueira,
lá ao cantinho,
e a cerejeira
que sorriam
doces
e sombra fresca
em cada verão?...
Onde, o poço fundo
que eu cavei,
a pulso,
à procura de água pura,
lá nas entranhas
do torrão,
onde como prenda,
só ele nasceu?..
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