Chove! Dia e noite.
Não é uma bátega,
fria, temporã.
Caem e jorram,
de toda a parte,
sacras, demas,
resmas de vozes,
cruas.
São perversas
como serpentes
frias, duras
como algemas.
Têm vestes albas
e sorriso de pureza...
como lesmas.
Cresce em mim,
não sei se nuvem,
se névoa,
tudo tolda, triste...
Dura há tanto!...
Será para passar
ou ficar assim!?...
Quem o sabe?
Apesar de tudo,
eu sei bem
que vale a pena!...
Almada, 2005
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