segunda-feira, fevereiro 12, 2007

Coruja

Te renego,
desde menino,
ave agoirenta
e avessa.
Anuncias desgraça
por tudo onde passas.

Amante da morte,
adversa da vida.
Voas de noite,
não gostas do dia.

Sozinha nos montes,
escondida nas sombras,
ninguém te conhece,
todos temem
teu pio nocturno,
agoiro de morte...
Quem sabe como?

Te renego,
para sempre,
ave soturna,
desde a noite distante,
em que tenro, fiquei,
órfão menino!...