Foi na feira d'ano,
das amendoeiras,
lá no cimo
da santa ermida.
Não eram primas.
Nem sequer vizinhas.
Uma era branca,
a outra trigueira.
Quem as mercou
foi uma velhinha.
Desde nova,
bem novinha,
cada ano,
sem faltar,
um só,
lá ia ela,
em romaria.
Ali achou o moço,
que foi seu homem
a vida inteira.
Bendita feira!
Santinha o deu,
Deus lho levou.
De novo,
agora velha,
lá vinha ela,
toda segura.
Em vez dum moço,
um par de ovelhas:
Uma branca,
outra trigueira.
Mercou-as ela,
do mealheiro.
Não são primas,
nem sequer vizinhas.
Bendita feira!...
E bendita Santa
da romaria!
domingo, fevereiro 25, 2007
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