quinta-feira, fevereiro 08, 2007

O COMBOIO QUE VEM DA SERRA

Ao pé da minha casa,
passa o comboio.

Vem de longe,
lá do alto,
vai pr'além,
ao pé do mar.

Vem cheio,
não cansado.
Vai contente,
com um rio,
sempre ao lado.

Thucathhum!
Thucathhum!
Thucathum!...

Tanta roda
sempre a rodar.

Uhh!...
Uhh!...
Uhh!..

Grita ele,
com voz rouca.

Lá vem.
Como fumega,
cheira a feno,
cheira a serra.


Larga fumo.
ora branco,
às baforadas,
labaredas,
deixa nuvens
a voar.

Thucathum!....
Thucathum!...
Uhh!...uhh!...
Aí vem.

E a campainha
da cancela,
tão aflita,
pelos meninos da escola,
não pára de tocar!

Trrriim!...trriim!...trriim!...

De nervosa,
só sossega,
quando ao longe
o fumo apaga,
o apito some,
e a cancela,
com cautela,
se levanta,
prós meninos de sacola...

Cheira a serra...
cheira a mar.
Desce e sobe,
vem e vai
o comboio enorme
que vem da serra.

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