Uma lâmpada
que se abre
em nave que viaja;
O universo em forja
que se esparsa
em faúlhas
de fornalha;
Uma aurora inebriada
do luar da madrugada;
Galos de crista em fogo,
a cantar em desgarrada;
Uma neblina leve
a afagar fontes e riachos;
Um silvo de fumo branco
dum comboio de saudades;
Uma sirene estridente
a chamar gente
para os teares;
Um vapor cansado
que vem
carregado de pesca brava;
Um rebanho à solta
pelas dobras da montanha;
Um balão de cores
à procura de arco-íris;
E, muitas vezes,
uma nuvem baça,
carregada de temporal,
que, parece, nunca passa...
terça-feira, fevereiro 27, 2007
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