Ó carros loucos,
fumarentos,
em desatino
pelas estradas,
Ó cigarros roucos
que amortalhais de morte
lábios rubros,
talhados para amar,
Ó chaminés sem fim
que aspergis veneno
pelos prados e boninas,
Ó esgotos negros,
pestilentos,
das oficinas,
que vazais mixórdia,
nas correntes d'água pura,
Ó naves traiçoeiras
escondidas no céu infindo,
Ó centrais atómicas
alapadas nos desertos,
bombas de veneno,
medonhas como relâmpagos,
Ó caldeirões da química,
onde o sábio ignorante
pensando que tudo sabe
extermina a vida
e o futuro,
Ó mar revolto,
sem maresia,
sufocado,
sem poesia,
quase morto,
em agonia...
quinta-feira, março 01, 2007
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