Aquela mulher,
ali sentada,
rosto amargo e doce,
engelhado
pelos anos
que passaram,
cachos azuis
de varizes,
a escorrerem
pelas pernas,
já foi sonho,
já foi porto
e foi farol,
dum viandante
e marinheiro...
Já foi lenda
e já foi prenda,
já foi rosa
e açucena,
já foi lírio
e um cálice
em botão...
Foi canteiro,
perfumado,
taça cheia
de champanhe,
em mil noites
coloridas...
Já foi aurora
iluminada,
de mil estrelas
da manhã...
Agora,
é uma tarde,
serena e soalheira,
d'andorinhas
povoada.
Seus olhos,
brilhantes,
'inda quentes,
são luzeiros.
Seus braços
são um laço
e um abraço.
Seu peito
é o colo
e o regaço
onde dorme
e sonha
aquele rebento
que a prende,
que a abraça,
como um raminho tenro
de videira...
terça-feira, março 27, 2007
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