Veleiro à vela,
de proa apontada,
nem roda
nem geme,
parece que dorme,
sem leme,
no meio da lavra.
Que faz, ao vento
aquela grua,
há tanto tempo
parada,
quem espera?
Frenéticos,
esvoaçam pardais
e pombas em bando,
em busca de pão.
Roncam tractores ,
escorrendo suor,
dançam ao sol,
searas de milho,
em ondas de vento...
E ninguém ao pé,
da gente que passa,
por mais que
se espante,
ou cogite,
sabe o que faz
ou que pensa,
ao alto,
aquela grua amarela,
de linhas caladas,
veleiro enfunado,
sem mar e sem popa,
espelhado no céu!...
de proa apontada,
nem roda
nem geme,
parece que dorme,
sem leme,
no meio da lavra.
Que faz, ao vento
aquela grua,
há tanto tempo
parada,
quem espera?
Frenéticos,
esvoaçam pardais
e pombas em bando,
em busca de pão.
Roncam tractores ,
escorrendo suor,
dançam ao sol,
searas de milho,
em ondas de vento...
E ninguém ao pé,
da gente que passa,
por mais que
se espante,
ou cogite,
sabe o que faz
ou que pensa,
ao alto,
aquela grua amarela,
de linhas caladas,
veleiro enfunado,
sem mar e sem popa,
espelhado no céu!...
2 comentários:
Manuel!
È o que eu digo...a tua inspiração é linda...baseada em coisas simples! Que giro! Claro que mais uma vez Adorei!!
Bj!
o joaquim agradece...(brinco...)
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