segunda-feira, março 12, 2007

Grua amarela


Veleiro à vela,
de proa apontada,
nem roda
nem geme,
parece que dorme,
sem leme,
no meio da lavra.

Que faz, ao vento
aquela grua,
há tanto tempo
parada,
quem espera?

Frenéticos,
esvoaçam pardais
e pombas em bando,
em busca de pão.

Roncam tractores ,
escorrendo suor,
dançam ao sol,
searas de milho,
em ondas de vento...

E ninguém ao pé,
da gente que passa,
por mais que
se espante,
ou cogite,

sabe o que faz
ou que pensa,
ao alto,
aquela grua amarela,
de linhas caladas,
veleiro enfunado,
sem mar e sem popa,
espelhado no céu!...

2 comentários:

Elsa Sequeira disse...

Manuel!

È o que eu digo...a tua inspiração é linda...baseada em coisas simples! Que giro! Claro que mais uma vez Adorei!!

Bj!

Joaquim Luís Monteiro Mendes Gomes disse...

o joaquim agradece...(brinco...)