Como vermes,
por buracos,
pelas tocas,
são minhocas,
às escuras
sob cacos.
Tremem estremes,
sobre grades,
sobre o Metro,
contra o frio,
chuva ou não.
São farrapos,
com garrafas,
aguardente,
garrafão,
em barricas
de cartão.
E pior,
são tapetes,
às claras,
pelas arcadas
das portadas
d'indiferentes
Ministérios...
Mas...são gente viva
onde bate um coração!
sábado, março 10, 2007
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2 comentários:
Olá Amigo!!!
Permite-me, "concluir" teu lindo poema .... - Mas são Gente! -
beijinhos!!
Muito obrigado.Quando acabei, também tinha a sensação de que não estava findo...mas a pressa de partilhar...
E agora?
Bjs
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