sábado, março 10, 2007

OS SEM-ABRIGO

Como vermes,
por buracos,
pelas tocas,
são minhocas,
às escuras
sob cacos.

Tremem estremes,
sobre grades,
sobre o Metro,
contra o frio,
chuva ou não.

São farrapos,
com garrafas,
aguardente,
garrafão,
em barricas
de cartão.

E pior,
são tapetes,
às claras,
pelas arcadas
das portadas
d'indiferentes
Ministérios...

Mas...são gente viva
onde bate um coração!

2 comentários:

Elsa Sequeira disse...

Olá Amigo!!!

Permite-me, "concluir" teu lindo poema .... - Mas são Gente! -


beijinhos!!

Joaquim Luís Monteiro Mendes Gomes disse...

Muito obrigado.Quando acabei, também tinha a sensação de que não estava findo...mas a pressa de partilhar...
E agora?
Bjs