sábado, março 31, 2007

Essa voz...

Essa arma branca,
tão secreta,
tão certeira,
sempre pronta,
a disparar.


Esse sino vão,
tão oculto,
tão impróprio,
sempre à espreita,
a badalar.

Essa corneta d'aço,
que na praça,
te projecta,
sempre apta
a destroçar.

Esse clarim
sem sono,
que pró mal,
dia e noite,
te desperta.

Essa fonte
d'água ácida
que te escorre,
sem secar...

Não é,
à certa,
nem a lira
nem a harpa,
que,
de graça,
Deus te deu...

2 comentários:

Elsa Sequeira disse...

Olá!!!

Profundo! Apesar de triste!
beijinhos!
:)



ps - espero que andes bem! tens lá rosas para ti!!!

:)

david santos disse...

Olha, primeiro muito ogrigado pelo teu trabalho, porque é espectacular.

Quanto ao mataisosmata nem sei mais, se nós fizêssemos isso, éramos iguais a eles.

Parabéns, porque adorei o teu trabalho.